O candidato ao governo do Rio, Eduardo Paes (PSD), criticou o adversário Douglas Ruas (PL-RJ) e o atual governador Cláudio Castro durante uma passeata neste sábado (5) na comunidade do Jardim Bangú, em Padre Miguel. O ex-prefeito subiu no teto de um veículo para discursar a apoiadores na Zona Oeste da capital.
Paes classificou Ruas como “herdeiro político” de Cláudio Castro e questionou a evolução patrimonial do adversário. Segundo o candidato, Ruas teria passado de um patrimônio de 1,2 milhão de reais para valores entre 30 e 40 milhões de reais, sem que houvesse investigações sofisticadas sobre a origem do dinheiro.
Durante o ato, o ex-prefeito afirmou que pretende encerrar a “moleza” do governo estadual e combater milicianos e delinquentes. Paes declarou que a estratégia para enfrentar o crime organizado será a presença do Estado e da autoridade, com prisões e condenações em presídios de segurança máxima.
A manifestação ocorreu no dia seguinte a uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) que determinou a retirada de cinco peças de propaganda eleitoral de Paes na TV. A desembargadora Ana Cristine Scheele Santos atendeu a um pedido da defesa de Ruas para suspender os vídeos que faziam acusações contra o candidato.
As propagandas suspensas alegavam que Ruas teria enriquecido na policística e se beneficiado de nepotismo na prefeitura de São Gonçalo, sob a gestão do pai, Capitão Nelson. O material também tentava associar o adversário a Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj que está preso. Em resposta, a defesa de Ruas protocolou um pedido de inelegibilidade contra Paes.
Paes percorreu a comunidade na caçamba de uma caminhonete acompanhado pelo prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), e pela candidata a deputada federal Tainá de Paula (PT). O evento contou ainda com a presença do vereador Felipe Boró e apoio de Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil.


