O candidato ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), prometeu ampliar o uso de câmeras inteligentes, barreiras digitais e análise de dados no combate à criminalidade em todo o estado. A proposta foi apresentada nesta sexta-feira (4), durante visita à Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas) e ao CompStat Rio.
Acompanhado de Jane Reis (MDB), candidata a vice-governadora, e Pedro Paulo (PSD), candidato ao Senado, Paes afirmou que pretende instalar equipamentos de monitoramento e integrar sistemas municipais. A proposta prevê atenção especial para a Baixada Fluminense e a região de São Gonçalo.
O candidato criticou o baixo índice de esclarecimento de crimes no estado e defendeu investimentos na capacidade investigativa das polícias. Segundo Paes, a tecnologia integrada aos municípios auxiliará as forças de segurança na prevenção do crime e na elucidação de ocorrências.
A Civitas, criada em junho de 2024, opera atualmente com 13 mil câmeras no Rio, sendo mais de 3.500 classificadas como supercâmeras, capazes de ler placas e acompanhar trajetos. O sistema emite 348 mil alertas diários em tempo real e realiza cerca de 10 milhões de leituras de placas por dia, tendo apoiado mais de 6.700 investigações.
A Prefeitura do Rio já mantém acordos com Niterói e Duque de Caxias para integração de monitoramento. A capital possui dois pórticos inteligentes, com previsão de chegar a 16 estruturas até o fim de 2026 e 56 até 2028. Uma nova Muralha Digital deve entrar em operação em 16 de setembro na subida da Ponte Rio-Niterói.
O plano inclui ainda o CompStat Rio, modelo de gestão baseado em indicadores criminais inspirado na polícia de Nova York. O sistema reúne autoridades para avaliar ocorrências e definir áreas prioritárias com base em dados, integrando o Sistema Municipal de Segurança.


