O candidato ao Governo do Estado Eduardo Paes (PSD) propôs, nesta quinta-feira (3), a criação das Casas da Mulher Fluminense e a ampliação da Ronda Maria da Penha para 150 equipes. As medidas, apresentadas durante visita a um centro de acolhimento em Oswaldo Cruz, no Rio, incluem a implementação de delegacias especializadas com funcionamento 24 horas.
Paes defendeu a adoção do monitoramento eletrônico de agressores por meio de tornozeleiras, condicionada a determinação judicial. Segundo o candidato, o número de feminicídios no Rio de Janeiro triplicou nos últimos seis anos. Ele afirmou que, atualmente, uma mulher é agredida a cada três minutos no estado.
O plano prevê a expansão do modelo das Casas da Mulher Carioca para todas as regiões fluminenses. Para estimular a independência financeira das vítimas, o candidato pretende ampliar cursos profissionalizantes voltados a mulheres utilizando a estrutura da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec). Paes relacionou a autonomia feminina à oferta de creches e clínicas da família.
O candidato estava acompanhado pela candidata a vice-governadora Jane Reis (MDB) e pela candidata ao Senado Benedita da Silva (PT). Reis afirmou que a escolha de uma mulher para a vice-governadoria demonstra o compromisso da chapa com as políticas voltadas ao público feminino.
Dados do Dossiê Mulher 2026, do Instituto de Segurança Pública (ISP), registram 105 feminicídios no estado em 2025. Em 2024, 154 mil mulheres procuraram delegacias para registrar ocorrências de violência no Rio, média de 421 vítimas por dia, o maior índice dos últimos dez anos.
Na capital, a rede municipal conta com 23 equipamentos especializados, incluindo cinco Casas da Mulher Carioca. A Ronda Maria da Penha, implantada na Guarda Municipal em 2021, soma 95.487 ações de acolhimento e 15.705 medidas protetivas, com 6.030 mulheres sob proteção ativa, segundo balanço da campanha.
O levantamento divulgado pelo candidato aponta 194 prisões em flagrante por descumprimento de medidas protetivas e 1.074 conduções de agressores. O Abrigo Sigiloso acolheu 618 mulheres e filhos. Na área profissional, os programas Mulheres do Rio e Rede Empreendedora Carioca teriam beneficiado 31 mil mulheres.


