O empresário Joshua Kushner afirmou, nesta segunda-feira (1º), que lutas de poder no futebol mundial causaram a resistência ao plano da Fifa de abrir competições, incluindo a Copa do Mundo, ao investimento privado. Kushner, cuja empresa Thrive Capital liderou o processo, declarou que não teria participado da iniciativa se tivesse previsto a oposição.
A Fifa Forward Enterprise (FFE) previa a criação de uma subsidiária comercial de US$ 20 bilhões para atrair capital privado. Segundo a Fifa, a medida geraria cerca de US$ 4,2 bilhões para apoiar federações com menos recursos, mantendo o poder de decisão sobre a aprovação do projeto nas mãos das associações-membro por meio de votação.
Kushner argumentou que a ideia era distribuir capital e participação acionária de forma equitativa entre os 211 países membros. O objetivo seria fomentar talentos locais, apoiar o futebol de base e expandir o esporte globalmente, combatendo a concentração de dinheiro em um pequeno grupo de nações.
A iniciativa enfrentou críticas e foi classificada como um acordo obscuro e opaco pelo presidente da Uefa, Aleksander Ceferin. A confederação europeia acusa o presidente da Fifa, Gianni Infantino, de má gestão criminosa e solicitou a sua demissão.
Documentos legais indicam que a Uefa reúne provas para uma possível denúncia criminal na Suíça, onde ficam as sedes de ambas as instituições. O empresário Joshua Kushner também poderá ser chamado a depor nos Estados Unidos, após a Uefa solicitar a um tribunal de Nova York a entrega de documentos e depoimentos de representantes da Thrive Capital.
Kushner, que é irmão do genro do presidente Donald Trump, também integra o grupo de investidores na compra de US$ 12,5 bilhões do Los Angeles Lakers, equipe da NBA.

