A engenheira química Ana, do perfil Science with Ana, explicou que a conservação do café depende da proteção contra oxigênio, umidade, calor e luz. Segundo a especialista, o uso de recipientes herméticos e opacos, além da moagem imediata antes do consumo, são as práticas mais eficazes para manter as características sensoriais dos grãos.
O processo de perda de intensidade começa logo após a torrefação, quando reações químicas alteram os compostos responsáveis pelo aroma e sabor. O contato com o oxigênio acelera a degradação do frescor, efeito que é agravado se o produto for exposto a janelas ou mantido próximo a fogões, fornos e cafeteiras.
A especialista informou que grãos inteiros conservam melhor as propriedades do que o café já moído, pois possuem menor área de superfície exposta ao ambiente. A recomendação é moer apenas a quantidade necessária para cada preparo individual.
Para o armazenamento, Ana disse que a embalagem original pode ser usada se for opaca e tiver vedação adequada. Caso contrário, o conteúdo deve ser transferido para um recipiente limpo, hermético e, preferencialmente, escuro, guardado em armário fresco e seco.
Sobre a refrigeração, a engenheira explicou que a prática deve ser evitada após a abertura do pacote, devido ao risco de condensação e absorção de odores da geladeira. Já o congelamento é indicado para grandes quantidades, desde que os grãos sejam divididos em pequenas porções e não retornem ao freezer após o descongelamento.
O prazo ideal para consumo do café após a abertura da embalagem é de duas a quatro semanas. No caso do café moído, esse tempo deve ser reduzido, pois a perda de frescor ocorre de maneira mais rápida.


