Um ano após a vigência da Lei nº 15.100/2025, que proíbe o uso de celulares e aparelhos eletrônicos em escolas públicas e privadas da educação básica no Brasil, gestores e professores relatam melhora na concentração e na convivência dos alunos, segundo pesquisa do Ministério da Educação (MEC).
O levantamento ouviu 2.469 profissionais de todo o país. Os dados indicam que 95% dos gestores escolares perceberam evolução na concentração e interação entre os estudantes. Outros 97% identificaram que a participação nas atividades pedagógicas aumentou com a restrição dos dispositivos.
Outro levantamento aponta que 67% das instituições registraram crescimento de atividades manuais, lúdicas e artísticas sem o uso de telas. Além disso, 56% das escolas notaram um aumento nas atividades pedagógicas realizadas fora das salas de aula.
Para preencher o tempo anteriormente ocupado pelos aparelhos, o grupo de colégios pH implementou os Clubes e Coletivos em 12 unidades no Rio de Janeiro e em Niterói. A rede proíbe eletrônicos pessoais, incluindo tablets, smartwatches e fones de ouvido, durante todo o período escolar, inclusive em recreios e almoços.
Os grupos são organizados pelos próprios alunos com acompanhamento de coordenadores e professores. Temas como xadrez, leitura e foguetes transformam interesses individuais em experiências coletivas, aproximando estudantes de diferentes turmas. Na unidade Recreio, sete clubes oferecem propostas distintas.
Igor Vieira, coordenador de Ensino Fundamental e Médio do Colégio pH, informou que a iniciativa busca oferecer a oportunidade de descobrir interesses e construir relações presenciais. Ana Luiza Stauffer, diretora-geral da instituição, afirmou que a escola precisa ensinar a conviver e que a troca de conhecimentos entre colegas amplia o repertório dos jovens em experiências que telas não substituem.


