Instituições de ensino em São Paulo, incluindo o Colégio Trilha, Escola Capítulo 1, Colégio Multi e Kids Pitiguari e Colégio Dante Alighieri, adotam a política de vetar alimentos ultraprocessados em suas creches. A medida visa proteger o desenvolvimento cognitivo e a saúde metabólica de crianças na primeira infância.
A nutricionista Thays Peres explica que a dieta ideal para crianças deve ser baseada em alimentos in natura ou minimamente processados. A rotina escolar deve priorizar o consumo de frutas, legumes, verduras, feijão, ovos, carnes, leite e derivados, além de cereais e tubérculos.
Segundo a especialista, alimentos ultraprocessados possuem alta concentração de açúcar, sódio e gorduras, com baixa densidade de nutrientes e fibras. Esse perfil alimentar pode causar cansaço e dificultar a concentração, prejudicando o aprendizado. Estudos indicam que o excesso desses produtos pode afetar o desenvolvimento cognitivo a longo prazo.
Peres alerta que o consumo frequente de ultraprocessados substitui nutrientes essenciais para o crescimento. O hábito está associado ao risco de ganho de peso excessivo, obesidade e alterações metabólicas permanentes. Oferecer a chamada “comida de verdade” é apresentado como forma de preservar a atenção e a capacidade de aprendizagem.
A apuração sobre a alimentação e a infraestrutura das escolas foi realizada por meio de um questionário com 12 perguntas enviado às instituições. O levantamento incluiu critérios como a existência de veto a ultraprocessados, tempo de tela, pedagogia utilizada e acesso a câmeras de segurança em tempo real.
A seleção das instituições considerou escolas com ao menos 30 alunos e média de até 12 crianças por professor. O critério segue resolução de 2024 do Conselho Nacional de Educação (CNE), que estabelece limites de alunos por educador conforme a faixa etária, variando de cinco bebês para crianças de até 12 meses a 20 alunos para crianças de quatro e cinco anos.


