Escolas privadas de educação infantil no Rio de Janeiro registram média de 13 alunos por professor, enquanto em São Paulo o índice é de 10 estudantes por docente. As informações integram um levantamento com quase 300 instituições, baseado em dados do Censo Escolar 2025 e estatísticas do Ministério da Educação.
A apuração utilizou a divisão do total de crianças de creche e pré-escola pelo número de professores atuantes nessas etapas. O levantamento também detalha mensalidades, horários, localização e metodologias de ensino das instituições mapeadas.
O levantamento incluiu a análise de infraestrutura, como a presença de parques infantis, salas de repouso, banheiros adaptados e áreas verdes. O mapeamento indica ainda o percentual de salas com ar-condicionado e a adaptação para pessoas com deficiência.
As escolas responderam a um questionário de 12 perguntas sobre rotina e pedagogia. Os tópicos abrangem desde a oferta de banho para bebês e a produção própria de alimentos até a política de veto a ultraprocessados e o uso de telas, como celulares e computadores.
Para a seleção das instituições, foram considerados critérios de ter ao menos 30 alunos e média de até 12 crianças por professor. O parâmetro baseou-se em resolução de 2024 do Conselho Nacional de Educação (CNE), que visa garantir a interação e a responsabilidade no cuidado infantil.
As normas do CNE estabelecem limites específicos por faixa etária. Para bebês de zero a 12 meses, o limite é de cinco crianças por educador. Para a faixa de um a dois anos, são oito; de dois a três anos, 12; de três a 48 meses, 18; e para crianças de quatro e cinco anos, o teto é de 20 alunos por profissional.


