O ano letivo começa oficialmente nesta terça-feira (1º) na Espanha sob forte pressão de sindicatos e professores. Greves já estão programadas em três comunidades autônomas, enquanto outras seis regiões enfrentam conflitos que podem resultar em paralisações nas salas de aula, onde as atividades retornam na próxima semana.
As paralisações confirmadas incluem uma greve por tempo indefinido em Madrid, com início em 14 de outubro, e jornadas únicas na Catalunha, no dia 8 de setembro, e na Andaluzia, em 11 de novembro. Sindicatos indicam que a instabilidade atinge também a Comunidade Valenciana, Cantabria, Aragão, Baleares, Navarra e Castela e Leão.
A tensão ocorre simultaneamente à divulgação do relatório PISA, a maior avaliação internacional de educação, coordenada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A publicação do índice costuma gerar impactos nos sistemas educacionais dos países participantes.
A Catalunha foi excluída da prova deste ano por não cumprir os requisitos da amostra de alunos examinados. A ausência da região no relatório ocorre após a queda nos resultados registrados há três anos, o que, segundo a apuração, gera um efeito de maquiagem nos dados gerais.
A crise institucional na educação catalã resultou na demissão da secretária-geral de Educação da Generalitat, que deixou o cargo nesta segunda-feira (31) devido ao escândalo envolvendo a exclusão do teste internacional.


