A Espanha, junto a Alemanha e França, defende a criação de uma força de reação rápida da União Europeia (UE) para enfrentar emergências climáticas. A iniciativa prevê que o custeio do mecanismo seja feito por meio de taxas aplicadas a empresas petrolíferas e proprietários de jatos privados.
A proposta surge após um verão marcado por ondas de calor extremo e incêndios florestais incontroláveis em grande parte do bloco. O período registrou um aumento no número de mortes ligadas às altas temperaturas nas três maiores economias envolvidas na articulação.
A Comissão Europeia admitiu que a União Europeia não possui a preparação necessária para lidar com as consequências do aquecimento global acelerado. Como resposta, o órgão apresentará neste outono o Marco Europeu Integrado de Resiliência Climática.
O plano visa antecipar os impactos da crise climática e estruturar a resposta do continente a desastres ambientais. O documento servirá como base para a implementação de medidas de mitigação e resposta rápida.
O Ministério para a Transição Ecológica da Espanha informou que participa ativamente dos debates para a elaboração do plano. O governo espanhol busca integrar a estrutura de resiliência às necessidades locais de combate a incêndios e gestão de calor.


