O verão meteorológico na Espanha, encerrado neste domingo (31), foi o mais quente já registrado no país, resultando em mais de 5 mil mortes prematuras associadas às temperaturas extremas. O recorde de calor foi observado tanto em áreas terrestres quanto nas águas do Mar Mediterrâneo.
O período analisado compreende os meses de junho, julho e agosto de 2026. A apuração indica que o aquecimento anômalo afetou diversas regiões, elevando a taxa de mortalidade vinculada ao clima.
No parque de Cabo de Gata, a temperatura do mar atingiu 30 graus no dia 17 de agosto, a cerca de 30 metros de profundidade, próximo à ilha de San Andrés. O índice é descrito como inédito por profissionais da região.
Instrutores de mergulho do Levante almeriense relataram que as imersões durante a temporada foram realizadas apenas com trajes de banho, sem a necessidade de roupas de neoprene, devido ao aquecimento das águas.
A situação reflete um cenário de recordes sucessivos que impactaram a saúde pública e o ecossistema marinho espanhol ao longo dos últimos três meses.


