Com o início do Rock in Rio nesta sexta-feira (4), especialistas do setor de seguros alertam para o aumento de riscos de furtos, roubos e danos a celulares na Cidade do Rock. Segundo a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), apenas 10 milhões de aparelhos contam com cobertura no país, o que representa 4% da base total em uso.
A exposição de dispositivos em aglomerações e a frequência de pagamentos via Pix elevam a vulnerabilidade dos usuários. Carlos Eduardo Silva, diretor de Subscrição em Parcerias da Zurich Seguros, afirma que em festivais de grande porte é essencial considerar tanto a segurança contra crimes quanto danos físicos, como quedas e contato com líquidos. A empresa registrou, entre o Carnaval e o pós-Carnaval de 2025, um volume de acionamentos 20% superior à média dos demais meses.
No mercado, existem apólices que integram a proteção do aparelho a ressarcimentos por operações indevidas de Pix e transferências efetuadas por terceiros. Paulo Davidoff, diretor de Seguros Massificados e Personal Lines da Alper Seguros, explica que o seguro tradicional cobre roubo, furto e danos, mas exclui acessórios como fones de ouvido e carregadores. Para esses itens, Marcia Silva, diretora Comercial de Canais Especiais da Tokio Marine, indica a modalidade de seguro de bolsas, que reembolsa bens mantidos no interior de mochilas ou pochetes.
Para quem contrata a proteção de última hora, Laura Meroto, analista de Operações e Projetos da Simple2u, recomenda verificar a data de vigência e se a apólice cobre o furto simples, quando o objeto é levado sem que a vítima perceba. A franquia para roubos ou acidentes costuma variar entre 20% e 25% do valor do aparelho no varejo.
Em caso de crime, a orientação é registrar o Boletim de Ocorrência, avisar a seguradora e bloquear a linha e o IMEI do dispositivo. Para prejuízos financeiros, a Alper Seguros informa que serão necessários extratos bancários e protocolos de contestação junto às instituições financeiras.
Como prevenção, especialistas sugerem reduzir os limites diários de Pix antes de sair de casa, utilizar doleiras ou bolsas transversais à frente do corpo e manter ativada a verificação em duas etapas. Também é recomendado anotar o código IMEI e os contatos de emergência da seguradora em papel, evitando a dependência exclusiva do smartphone.


