Os Estados Unidos realizaram, nesta terça-feira (1º), novos bombardeios contra alvos do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) no Irã. A operação, iniciada às 13h (horário de Brasília), ocorreu após tentativas de ataques a navios comerciais e militares norte-americanos no Estreito de Ormuz, segundo o Comando Central do Exército dos EUA.
O presidente Donald Trump declarou que a Guarda Revolucionária do Irã tentou colocar minas navais na região. Em declaração à imprensa, o republicano afirmou que deu várias chances para a assinatura de um acordo, mas que tal documento não teria valor. Trump ameaçou Teerã com novos golpes de intensidade maior caso haja retaliação, mencionando a preparação de outro ataque.
Explosões foram registradas na ilha de Qeshm e nas cidades portuárias de Bandar Abbas e Sirik, locais estratégicos para a defesa do Estreito de Ormuz. A mídia estatal iraniana informou que o aeroporto de Jiroft, no sudeste do país, também foi atingido por mísseis. Este é o segundo ataque dos EUA na guerra no Oriente Médio após uma pausa de um mês entre julho e agosto.
Um bombardeio atingiu uma festa de casamento em Kuhestak, no sul do Irã, deixando quatro mortos e 50 feridos, segundo o Crescente Vermelho. Entre as vítimas está uma criança de quatro anos. O governo iraniano responsabilizou os Estados Unidos pela ação, divulgando vídeos que mostram escombros no local e crianças recebendo atendimento médico em um hospital.
O porta-voz da chancelaria do Irã, Esmaeil Baqaei, condenou a ofensiva e afirmou que o país tomará medidas para responder. Um porta-voz da Guarda Revolucionária declarou que os EUA se arrependerão dos ataques. A escalada ocorre após mísseis iranianos atingirem bases americanas na Jordânia, em resposta a uma agressão dos EUA contra a ilha de Larak no domingo.


