Os governos dos Estados Unidos e da Austrália concordaram, nesta quarta-feira (2), em aumentar a presença militar americana em território australiano e acelerar a cooperação entre as duas nações. O acordo foi firmado em Washington durante reunião entre o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, e o homólogo australiano, Richard Marles.
A medida ocorre sob a justificativa de conter o crescimento do poderio militar da China. A Austrália reestruturou as forças de defesa nos últimos anos com o objetivo de ampliar a capacidade de ataque com mísseis e dissuadir a aproximação de inimigos vindos do norte.
Segundo comunicado conjunto, os secretários concordaram em acelerar as iniciativas de mobilização de forças em bases australianas. O plano inclui o fortalecimento da cooperação em logística combinada e o desenvolvimento de maior interoperabilidade por meio de exercícios conjuntos.
Pete Hegseth afirmou que Canberra compreende a importância de manter um equilíbrio de poder favorável na região. O secretário americano destacou a necessidade de cooperação estratégica para a estabilidade do Pacífico.
A Austrália mantém a política de não permitir bases militares estrangeiras em seu território. No entanto, o país recebe fuzileiros navais dos Estados Unidos para a realização de exercícios durante seis meses por ano na cidade de Darwin, localizada ao norte.


