O governo dos Estados Unidos firmou um acordo para operar campos de petróleo na Venezuela por 100 anos por meio da empresa North American Blue Energy Partners (Nabep). O contrato, anunciado nesta segunda-feira (31), garante aos americanos a compra de parte da produção a preço de custo e poder de veto sobre a diretoria da companhia.
O Departamento de Estado terá direito a comprar 20% do volume extraído de 17 campos petrolíferos ao preço de produção. Em situações de emergência, o órgão terá preferência na compra dos 80% restantes. A Nabep, sediada em Barbados, detém reservas provadas de aproximadamente 65 bilhões de barris.
O Office of Strategic Capital, vinculado ao Departamento de Guerra dos EUA, terá 35% de participação acionária na controladora da empresa. O governo norte-americano também poderá vetar indicações ao conselho de administração, que deve ser composto majoritariamente por cidadãos dos Estados Unidos.
A Nabep se comprometeu a investir até US$ 100 bilhões em infraestrutura no país. O objetivo é elevar a produção atual de 200 mil barris diários para mais de 1 milhão. As operações serão expandidas no Cinturão do Orinoco e no lago de Maracaibo.
O contrato prevê o pagamento de cerca de US$ 200 bilhões em royalties e impostos ao governo venezuelano nos primeiros 25 anos, totalizando uma receita fiscal de US$ 209 bilhões. A maioria dos campos envolvidos era operada por empresas russas, chinesas ou aliados de Hugo Chávez e Nicolás Maduro.
O documento é regido pela legislação dos Estados Unidos e está sujeito à jurisdição de seus tribunais. A Nabep deverá contratar advogados, auditores e assessores norte-americanos. O acordo foi assinado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth.


