Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (3), sanções contra Fidel Ernesto Castro Calis, neto do ex-líder cubano Raúl Castro, e cinco entidades econômicas e bancárias da ilha. A medida, divulgada pelo secretário de Estado Marco Rubio, inclui o Banco Exterior de Cuba e empresas dos setores de mineração e energia.
As sanções foram aplicadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão do Departamento do Tesouro. A inclusão na lista impede que as pessoas ou entidades mantenham relações econômicas ou comerciais nos EUA, além de bloquear o acesso à rede financeira do país.
Além do banco, as empresas Nicarotec e Cexni, de mineração, e a Abapet e Comercial Cupet, do setor energético, foram alvos da medida. Fidel Ernesto Castro Calis, de 31 anos, é filho de Alejandro Castro Espín, general de brigada que também foi sancionado recentemente por Washington.
O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que as entidades exploram recursos naturais e reservas energéticas em benefício do regime. Rubio declarou que a família Castro e membros do Ministério do Interior de Cuba (MININT) perpetuam o controle absoluto sobre a economia da ilha para favorecer um pequeno grupo de elites.
A nova onda de sanções ocorre enquanto as negociações entre Washington e Havana estão estagnadas. O governo de Donald Trump exige mudanças políticas e econômicas em Cuba, enquanto o governo cubano denuncia um bloqueio ao petróleo imposto pelos EUA há seis meses, somado ao embargo comercial histórico.
Raúl Castro, de 95 anos, é acusado pela Justiça americana pela morte de quatro cidadãos dos EUA em 1996, quando duas aeronaves de um grupo anticastrista foram derrubadas. Na época, ele era ministro da Defesa. O líder apareceu publicamente em Havana no dia 13 de agosto.
O Departamento do Tesouro estabeleceu uma exceção por meio da licença geral 4A. A norma permite que embaixadas e consulados de terceiros países em Cuba realizem operações e recebam recursos do exterior sem sofrer retaliações financeiras de Washington.


