Um estudo realizado na China identificou que homens jovens submetidos a altos níveis de estresse no trabalho apresentam maior probabilidade de sofrer disfunção erétil. A pesquisa acompanhou 826 trabalhadores em tempo integral, com idades entre 22 e 40 anos, durante o período entre 2022 e 2024.
Entre os participantes classificados no grupo de maior estresse profissional, 54% apresentaram dificuldades de ereção. No grupo submetido à menor pressão, o índice foi de 8%. Os homens da faixa mais elevada de estresse tiveram uma probabilidade cerca de dez vezes maior de sofrer a disfunção em comparação ao grupo menos estressado.
A análise considerou cinco critérios da rotina: quantidade de horas trabalhadas, autonomia para decisões, apoio de superiores, relacionamento com colegas e pressão por promoções. Os dados mostraram que os níveis de testosterona estavam 41% mais baixos nos participantes sob maior pressão, enquanto o cortisol medido pela manhã era 74% mais alto.
Yang Zhou, responsável pelo estudo na Faculdade de Medicina de Jiangsu, em Zhenjiang, afirmou que a incidência de disfunção erétil em homens jovens tem crescido nos últimos anos e que fatores psicológicos do ambiente profissional recebem mais atenção.
Segundo os autores, o estresse prolongado interfere nos mecanismos hormonais e neurológicos da resposta sexual. A redução da testosterona afeta a libido, enquanto o cortisol elevado e o estado de alerta prejudicam a capacidade de obter ou manter a ereção.
A rotina desgastante, com privação de sono e esgotamento, também reduz a disposição para a intimidade. No entanto, os resultados indicam uma associação e não comprovam a causa direta, já que fatores como diabetes, doenças cardiovasculares, tabagismo e uso de medicamentos também podem afetar a função sexual.


