Estruturas deterioradas, equipamentos sem manutenção e calçadas precárias em diversos pontos do Centro, da Zona Sul e da Zona Norte do Rio de Janeiro expõem pedestres a riscos de acidentes. A apuração identificou postes enferrujados, placas de sinalização caídas, estruturas metálicas corroídas e bueiros destampados em vias públicas da capital.
No dia 25 de agosto, um armário óptico de telecomunicações desabou sobre uma mulher e sua filha de quatro anos em Copacabana. A Sociedade Amigos de Copacabana havia solicitado a remoção do equipamento à prefeitura, que notificou e multou a empresa responsável pelo item três vezes antes do acidente.
Na Tijuca, nos arredores da Praça Saens Peña, uma aposentada de 83 anos relatou que uma amiga caiu em um bueiro sem tampa, resultando em dentes quebrados e ferimentos no rosto. A situação se repete em Madureira, onde bueiros permanecem abertos ou com fechamentos improvisados.
A precariedade atinge a iluminação pública. No Catete, no Largo do Machado e em Copacabana, foram encontrados postes tortos e intensamente corroídos. Na Travessa do Mosqueira, na Lapa, há registros de fios soltos e expostos. Em Madureira, na Rua Conselheiro Galvão, um poste apresenta risco iminente de queda.
Entre janeiro e maio, o canal 1746 da prefeitura registrou 863 pedidos de reparo de postes caídos ou em risco, além de 632 solicitações para conserto de tampões ou postes danificados. A fiscalização também encontrou placas de trânsito caídas no Catete e totens turísticos ilegíveis e enferrujados na Lapa.
Em nota, a prefeitura garantiu que os órgãos responsáveis estão atuando na vistoria e recuperação dos equipamentos apontados. A Secretaria Municipal de Conservação informou que recompôs cinco conjuntos de grelhas e um ralo em Madureira, além de instalar uma chapa sobre um poço de empresa de telefonia na Rua Carolina Machado.


