A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília atualizou, no dia 31 de agosto, o alerta de segurança para cidadãos norte-americanos que viajam pelo Brasil. O governo de Washington orienta cautela devido aos riscos de criminalidade e sequestro, mantendo o país no nível 2 de alerta, que exige maior atenção durante a estadia.
O aviso desaconselha viagens a faixas de até 160 quilômetros das fronteiras terrestres com Bolívia, Colômbia, Guiana, Guiana Francesa, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela, onde atuam redes criminosas ilegais. A restrição não abrange o Pantanal nem o Parque Nacional do Iguaçu.
Cidadãos dos EUA foram orientados a não visitar favelas, vilas ou assentamentos informais. Segundo o governo norte-americano, confrontos entre grupos criminosos e operações policiais podem se expandir para áreas vizinhas rapidamente, mesmo em visitas acompanhadas por policiais ou guias turísticos.
No Distrito Federal, a embaixada recomenda cautela reforçada em Ceilândia, Santa Maria, São Sebastião e Paranoá. Funcionários do governo dos Estados Unidos necessitam de autorização especial para circular nessas quatro regiões administrativas entre 18h e 6h.
A instituição informou que crimes violentos, como homicídios e roubos de veículos, podem ocorrer em áreas urbanas a qualquer hora. O documento cita a atuação de organizações ligadas ao tráfico de drogas e alerta para sequestros-relâmpago iniciados por aplicativos de namoro, nos quais as vítimas são coagidas a fazer transferências bancárias.
As orientações sugerem que os viajantes evitem demonstrar riqueza, caminhar sozinhos à noite e tenham cuidado ao utilizar caixas eletrônicos. A atenção deve ser redobrada em praias, bares e transportes públicos.


