Os Estados Unidos derrubaram mais de 300 drones ligados ao crime organizado na fronteira com o México desde o início de 2026, informou o Comando Norte das Forças Armadas nesta sexta-feira (4). Os aparelhos estariam vinculados a cartéis do narcotráfico para atividades de contrabando e vigilância de agentes de segurança.
Somente em agosto, a força militar derrubou 100 drones. Para neutralizar os aparelhos, o Comando Norte utiliza desde armas de fogo até tecnologias de interferência de sinal, tendo implantado um sistema a laser no mês passado.
O Comando Norte, responsável pelo território americano e países vizinhos, não detalhou se as interceptações ocorreram em solo americano ou mexicano. Segundo o órgão, as organizações criminosas transnacionais usam a tecnologia para apoiar operações ilegais transfronteiriças.
O secretário da Defesa do México, general Ricardo Trevilla, afirmou que os aparelhos são drones comerciais usados para identificar rotas sem presença de autoridades. Ele declarou, durante coletiva da presidente Claudia Sheinbaum, que os drones apenas capturam e transmitem imagens.
Trevilla informou que o México mobilizou 165 equipes antidrones na fronteira norte e que a coordenação no tema tem sido positiva. O secretário não esclareceu se o governo mexicano participou das operações anunciadas pelos Estados Unidos.
A presidente Claudia Sheinbaum reforçou as operações contra o tráfico de drogas sob pressão do presidente Donald Trump. O líder americano ameaçou impor tarifas generalizadas e ofereceu apoio militar para combater o crime organizado.
Sheinbaum, de esquerda, afirmou que qualquer ação unilateral em território mexicano constituiria uma grave violação da soberania do país.


