O governo do presidente Donald Trump retomou, na semana passada, o processamento de vistos de imigrante para a Hungria e a Polônia. A decisão, que partiu diretamente da Casa Branca, mantém a pausa nos agendamentos para todas as outras nações do mundo, segundo apuração de agências internacionais.
A razão oficial para a priorização dessas duas missões não foi informada. Trump e seus assessores possuem vínculos com a direita local, tendo apoiado o ex-primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán e o presidente polonês Karol Nawrocki.
A apuração indica que, em maio, o subsecretário de Estado, Christopher Landau, orientou a facilitação do visto de um ex-ministro polonês que estava foragido na Hungria. Questionados, o Departamento de Estado, a Casa Branca e os governos da Hungria e Polônia não se manifestaram.
A medida faz parte de uma estratégia do segundo mandato de Trump para restringir a imigração legal e ilegal. O plano inclui a proibição de viagens de dezenas de nações, a aplicação de taxas elevadas para vistos de trabalho e a verificação de redes sociais dos solicitantes.
Em janeiro, o Departamento de Estado tentou suspender vistos em 75 países, incluindo o Brasil, alegando risco de encargo público. A norma foi anulada no dia 21 de agosto pela juíza distrital Jeannette A. Vargas.
Após a decisão judicial, o órgão cancelou as entrevistas globais. O Departamento de Estado confirmou, no dia 25 de agosto, que o serviço permanecerá suspenso até que os funcionários finalizem um treinamento sobre a capacidade financeira de quem solicita o visto.


