O ex-diretor executivo da companhia aérea Plus Ultra, Roberto Roselli, afirmou nesta terça-feira (8), na Audiência Nacional, que a empresa pagou uma comissão de 1% ao grupo do ex-presidente espanhol José Luis Rodríguez Zapatero para obter ajuda econômica do Governo, segundo fontes presentes no interrogatório.
O depoimento de Roselli segue a linha apresentada na segunda-feira por Julio Martínez Sola, ex-presidente da companhia aérea, também em sede judicial. Ambos os executivos alegam o pagamento do percentual caso a empresa conseguisse o aporte financeiro.
Apesar da acusação, o ex-diretor não soube detalhar quais gestões teriam sido realizadas pelo ex-mandatário socialista. Roselli não especificou com quem Zapatero teria falado ou quais métodos foram utilizados para viabilizar a operação.
O valor do resgate pleiteado e supostamente intermediado pelo grupo do ex-presidente era de 53 milhões de euros. A apuração busca entender a natureza da relação entre a empresa e o grupo político para a liberação dos fundos governamentais.


