O Exército Brasileiro confirmou a atuação de grupos dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na região de fronteira com o Brasil, no Amazonas. A instituição intensificou o monitoramento e as patrulhas na área após denúncias de moradores da Terra Indígena Alto Rio Negro sobre a circulação de homens armados.
Relatos de residentes locais indicam que os grupos armados restringem o acesso a certas áreas e constroem estruturas clandestinas. Em resposta, o Comando Militar da Amazônia (CMA) e os Pelotões Especiais de Fronteira mantêm vigilância constante por meio de reconhecimentos e patrulhas terrestres e fluviais.
Entre os dias 23 e 31 de agosto, a 2ª Brigada de Infantaria de Selva, subordinada ao CMA, realizou ações de patrulhamento na Faixa de Fronteira. As atividades integram a Operação Jaguaretê, que visa combater crimes ambientais e transfronteiriços do noroeste do Amazonas até a fronteira sul do Mato Grosso do Sul.
Durante as incursões, as tropas visitaram as comunidades de São Joaquim, Trovão, Guadalupe e São Felipe, situadas na área de Igarapé Castanho, próximo à divisa com a Colômbia. O Exército constatou a passagem de estrangeiros por essas localidades e dificuldades de navegação na região.
Não houve contato direto entre os militares e os grupos armados. Moradores informaram que os forasteiros se movimentam em pequenos grupos de até cinco pessoas, buscando apoio logístico, principalmente alimentos, mas não foi possível confirmar a origem ou o efetivo total dos indivíduos.
O Comando Militar da Amazônia afirmou que manterá a intensificação da Operação Jaguaretê para preservar a soberania e a inviolabilidade do território nacional, além de garantir a segurança dos cidadãos brasileiros. A unidade militar informou que mantém coordenação com órgãos de segurança pública e fiscalização em São Gabriel da Cachoeira.


