As exportações do Brasil para os Estados Unidos recuaram 9,7% entre janeiro e agosto de 2026, totalizando US$ 24,11 bilhões. Os dados constam em relatório mensal publicado nesta sexta-feira (4) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Apesar da queda no acumulado do ano, agosto registrou alta de 12,2% em comparação ao mesmo mês de 2025, com as vendas saltando de US$ 29,56 bilhões para US$ 33,16 bilhões. Herlon Brandão, diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior na Secretaria de Comércio Exterior, explicou que o crescimento ocorreu porque a base de comparação já incluía o aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos no ano anterior.
O desempenho negativo no ano foi puxado por produtos específicos. A maior retração em valores absolutos ocorreu nos óleos brutos de petróleo, que caíram 31,5%, resultando em uma perda de US$ 1,1 bilhão. As exportações de sucos de frutas ou vegetais recuaram 43,9%, com redução de US$ 500 milhões.
Outros itens impactaram a balança comercial. O café não torrado teve queda de 24,6%, diminuindo os ganhos em US$ 400 milhões. A alumina registrou baixa de 29,6%, o que representa US$ 400 milhões a menos, enquanto as vendas de açúcares e melaços recuaram 44,9%, equivalendo a US$ 200 milhões.
O comércio brasileiro com a Argentina também perdeu força, com queda de 17,5% no acumulado de 2026. O país vizinho adquiriu US$ 10,22 bilhões em produtos brasileiros nos oito primeiros meses do ano.
A retração nos dois principais parceiros comerciais do Brasil no continente americano ocorre enquanto o comércio com a Ásia e a Europa avança.


