As exportações brasileiras de carne de frango cresceram 24,8% em agosto de 2026, enquanto os embarques de carne bovina recuaram 27,1% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. O desempenho oposto reflete a alta demanda por frango e a redução das compras chinesas de carne bovina, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
O Brasil exportou 492,6 mil toneladas de carne de frango em agosto, superando as 394,6 mil toneladas de agosto de 2025. A receita do setor saltou de US$ 699,5 milhões para US$ 997,9 milhões, alta de 42,7%. O volume representa o segundo melhor resultado da série histórica, atrás apenas de maio deste ano.
A China foi o principal destino do frango, com 51 mil toneladas, seguida pelos Emirados Árabes Unidos (44,3 mil), União Europeia (42,4 mil) e Japão (41,8 mil). No plano interno, o Paraná liderou os embarques com 200,6 mil toneladas. Entre janeiro e agosto, o setor acumulou 3,92 milhões de toneladas, alta de 15,5%.
Já a carne bovina somou 225 mil toneladas exportadas em agosto, com receita de US$ 1,2 bilhão, queda de 19,7% na comparação anual. O recuo foi provocado pela proximidade do limite da cota anual de 1,106 milhão de toneladas estabelecida pela China para evitar a aplicação de uma tarifa adicional de 55%.
O volume enviado para a China caiu para 16,1 mil toneladas em agosto, contra 158 mil toneladas registradas em junho. A redução ocorreu após meses de embarques elevados para antecipar compras antes do esgotamento da cota. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Secex, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), forneceram as estatísticas.


