As exportações brasileiras de carne de frango somaram 492,6 mil toneladas em agosto, alta de 25% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionadas pela China. Já a carne bovina registrou queda de 22,2%, totalizando 233,5 mil toneladas, segundo dados divulgados nesta terça-feira (8) por associações do setor.
A China foi o principal destino do frango em agosto, recebendo 51 mil toneladas. O volume era de apenas 83 toneladas no mesmo mês de 2025, quando suspensões temporárias causadas por um caso de gripe aviária em uma granja comercial afetaram os embarques, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
No setor bovino, a redução de quase 90% nas vendas para o país asiático derrubou o resultado mensal. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) explicou que a cota chinesa com tarifa mais baixa para o Brasil se esgotou.
O presidente da Abiec, Roberto Perosa, afirmou que o movimento era esperado devido à antecipação de embarques no primeiro semestre. A China definiu uma cota de 1,1 milhão de toneladas para a carne bovina brasileira em 2026; volumes acima desse limite enfrentam tarifa de 55%.
A receita do frango em agosto chegou a US$ 997,87 milhões, 42,7% acima de 2025. Este é o segundo melhor resultado da série histórica do Brasil, superado apenas por maio deste ano. Entre janeiro e agosto, as exportações da proteína somaram 3,91 milhões de toneladas, com receita de US$ 7,69 bilhões.
No acumulado de janeiro a agosto, a carne bovina cresceu 5,3%, com 2,202 milhões de toneladas exportadas. A receita do período totalizou US$ 12,79 bilhões, alta de 21,7% influenciada pelas compras chinesas antes da retração de agosto. O Brasil lidera globalmente a exportação de ambas as proteínas.


