Pesquisas de boca de urna indicam que a Alternativa para a Alemanha (AfD), partido de extrema direita, obteve a maior bancada no Parlamento estadual de Saxônia-Anhalt, no leste do país, neste domingo (6). As projeções apontam que a legenda conquistou 44% dos votos, superando a União Democrata-Cristã (CDU).
A colíder do partido, Alice Weidel, declarou que a AfD obteve um “mandato claro” e afirmou que abriria diálogo com outras legendas. Em resposta, a secretária-geral da CDU, Franziska Hoppermann, disse que a sigla não trabalha com partidos extremistas.
A apuração definirá se a votação é suficiente para que o partido indique Ulrich Siegmund como governador. A eleição de Siegmund seria um fato inédito na Alemanha desde a Segunda Guerra Mundial. O candidato utilizou campanha populista no TikTok com foco em memórias da ex-Alemanha Oriental.
Segundo os levantamentos, a CDU, partido do primeiro-ministro Friedrich Merz e do atual governador Sven Schulz, obteve 18,5% dos votos. A Esquerda (9,5%), os Verdes (9%) e os sociais-democratas do SPD (8%) também devem entrar no Parlamento. Há incerteza se o BWM superou a cláusula de barreira de 5%.
A CDU pode optar por um governo de minoria com apoio pontual da Esquerda, arranjo que já ocorre em outros estados alemães, apesar de ser proibido por resolução interna do partido. A AfD, criada em 2013 por economistas, cresceu com pautas anti-imigração e críticas a políticas ambientais e de direitos de minorias.
O dia de votação foi tranquilo em Magdeburgo, onde o número de policiais superou o de manifestantes. Houve apenas uma pequena altercação entre militantes da AfD e movimentos sociais. O comparecimento dos eleitores superou 65%, contra 41% no pleito de 2021.


