Fabio Schvartsman assume, nesta quinta-feira (3), o cargo de CEO da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Ele substitui Benjamin Steinbruch, que deixa a função após 24 anos como executivo principal para retornar à presidência do Conselho de Administração da empresa, sediada em Volta Redonda, no Sul Fluminense.
A mudança ocorre em um período de desvalorização das ações da companhia, que acumulam queda de 31,6% em 2026 e de 20% nos últimos 12 meses. O valor de mercado da CSN está estimado em R$ 7,9 bilhões.
Segundo Steinbruch, a prioridade da nova gestão será a redução do endividamento, que soma R$ 42 bilhões, com alavancagem de 3,49 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda. A meta da administração é reduzir esse montante entre R$ 18 e R$ 20 bilhões por meio de programas de desalavancagem e venda de ativos.
A operação mais avançada para atingir esse objetivo é a venda da CSN Cimentos, com a expectativa de conclusão até novembro. A empresa também planeja negociar participações minoritárias em energia e infraestrutura, vender unidades no exterior e buscar parceiros para a siderurgia focados em tecnologia e inovação.
Schvartsman possui experiência anterior como presidente da Klabin, entre 2011 e 2017, e da Vale, de 2017 a 2019. Durante sua gestão na Vale, ocorreu o rompimento da barragem em Brumadinho, que resultou em 272 mortes. O executivo também foi diretor financeiro do Grupo Ultra por 22 anos e integra o Conselho de Administração da Vibra Energia desde 2022.
A alteração no comando impacta a Usina Presidente Vargas (UPV), principal unidade siderúrgica da companhia e pilar da economia industrial da região de Volta Redonda. Steinbruch, que diversificou as atividades da CSN para mineração, logística e energia, seguirá influenciando as decisões estratégicas via Conselho.


