O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, participa de um evento no Palácio do Planalto nesta sexta-feira (4) ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A cerimônia para a sanção de uma lei que cria fundos para a Justiça Federal ocorre após Lula cobrar publicamente a integridade das investigações do caso Banco Master.
O encontro acontece menos de 24 horas depois de o presidente afirmar, em vídeo nas redes sociais, que o caso Master é “o maior roubo da história do Brasil”. Lula defendeu que as apurações avancem sem proteção a envolvidos e disse que a população espera que o presidente da Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República (PGR) liderem o processo.
A cerimônia ocorre em meio a um conflito aberto no STF. O ministro Alexandre de Moraes solicitou a investigação do colega André Mendonça por indícios de crimes na condução de inquéritos, especialmente o do Banco Master. A medida veio dois dias após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) com mensagens do dono do banco ao ministro Moraes.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, também participam do evento. A corporação tem questionado a atuação de Mendonça nos inquéritos, alegando que o magistrado avançou sobre as atribuições da polícia.
Estão presentes no Palácio do Planalto o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luis Felipe Salomão, o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e o advogado-geral da União, Jorge Messias.


