O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, solicitou nesta quinta-feira (10) ao ministro André Mendonça a retirada do sigilo dos procedimentos ligados ao caso Banco Master. O pedido prevê que a publicidade seja a regra, mantendo a reserva apenas em diligências consideradas imprescindíveis para o andamento das investigações.
A decisão final sobre quais peças serão abertas cabe a Mendonça, relator dos processos. A medida não torna os documentos públicos de forma imediata, pois o ministro precisará analisar cada item para definir o que pode ser consultando pelo público e o que deve permanecer protegido.
A movimentação ocorre sob pressão pela divulgação integral das apurações. Na quarta-feira (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a ocorrência de “vazamentos seletivos” e defendeu que o sigilo seja completamente quebrado.
No Congresso, a deputada Érika Hilton (PSOL-SP) também pediu acesso a relatórios da Polícia Federal (PF), depoimentos, manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR) e decisões já juntadas aos autos.
Mendonça já havia liberado um relatório da PF com mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes. A abertura parcial de diferentes trechos da investigação intensificou as cobranças por transparência e agravou a crise entre os ministros da Corte.
Fachin convocou sessão extraordinária para terça-feira (15). Na ocasião, o plenário deve analisar questões referentes ao relatório da PF que envolve Moraes e Vorcaro.


