Familiares de pessoas desaparecidas após inundações nesta quarta-feira, na capital do Nepal, espalham fotografias em hospitais para tentar localizar parentes. Quase 4.500 pessoas continuam desaparecidas após o colapso de uma geleira no Himalaia, na fronteira entre China e Nepal, fenômeno que deixou mais de mil mortos.
No hospital universitário da Universidade Tribhuvan, imagens de nepaleses e estrangeiros cobrem uma parede de 25 metros e colunas externas. Entre os desaparecidos, cerca de 4 mil estão no Nepal, incluindo quase 600 estrangeiros, como engenheiros chineses de usinas hidrelétricas, peregrinos indianos e uma turista americana.
Um motorista de 58 anos publicou fotos da sogra, de 83 anos, e da neta, que desapareceram em Trishuli Bazaar. Segundo o homem, as duas foram arrastadas pela correnteza enquanto tentavam fugir. Ele afirmou que busca agora encontrar os corpos das familiares.
No necrotério do hospital, também estão expostas imagens de corpos recuperados da lama. Raj Kumari Tamang, de 20 anos, procurou o local pelo pai, Moti Lal Tamang. O rastreador do telefone do homem indicou que ele foi visto pela última vez perto da ponte de Trishuli, destruída pela inundação.
A polícia instalou um escritório em um pátio ao ar livre para auxiliar na identificação das vítimas. Om Bahadur Rana, policial responsável pela administração dos corpos, informou que receberam 94 cadáveres, todos aparentemente nepaleses. Até o momento, apenas 12 corpos foram identificados e entregues às famílias.
O governo mantém uma página com dados sobre sobreviventes e desaparecidos. Equipes de resgate testam drones com capacidade de carga de 100 quilos para entregar ajuda em áreas isoladas pela catástrofe.

