O secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Régis Dudena, afirmou nesta terça-feira (1º) que o foco do Open Finance nos próximos anos deve ser a unificação dos ramos de atuação. A declaração ocorreu durante o evento Zetta Summit 2026, em Brasília (DF), onde o secretário defendeu a integração total das verticais do sistema.
Dudena argumentou que não é viável a manutenção de sistemas separados para o mercado de crédito, valores mobiliários e seguros. Segundo o secretário, o modelo ideal exige que as verticais se comuniquem para evitar ineficiências e gerar maior valor para quem realiza as transações financeiras.
As verticais são categorias de produtos e serviços, como investimentos e seguros, que foram integradas ao ecossistema. Atualmente, cada bloco temático exige formatos de dados e integrações próprias, permitindo que o usuário escolha quais informações compartilhar entre bancos e instituições para obter melhores ofertas.
O secretário afirmou que a busca por inovação e competitividade precisa ocorrer simultaneamente à estabilidade e segurança do sistema financeiro. Para ele, a maximização da eficiência depende de que os dados sejam devolvidos ao proprietário de forma ampla.
O debate integrou o painel sobre as expectativas para os próximos cinco anos do sistema, que contou com a participação de Gilneu Vivan, diretor de regulação do Banco Central (BC), e Ana Carla Abrão, CEO da Associação Open Finance Brasil.
Regulado pelo BC e criado em fevereiro de 2021, o Open Finance estabelece o compartilhamento seguro de dados entre diferentes instituições, como corretoras e bancos. O Zetta Summit, em sua primeira edição, reúne executivos e autoridades para discutir a inovação financeira na próxima década.


