A Federação Francesa de Futebol (FFF) decidiu retirar o apoio à reeleição de Gianni Infantino para a presidência da Fifa, prevista para março de 2027. A mudança de posicionamento foi definida pelo comitê executivo da entidade nesta quinta-feira (10), sob a condução do presidente da FFF, Philippe Diallo.
A decisão reverte a posição anterior da França, que havia assinado uma carta em defesa da permanência do dirigente suíço. Com a medida, a FFF se junta a federações da Suécia, Escócia, Itália e Bélgica que também retiraram o respaldo ao presidente da entidade máxima do futebol.
A crise na Europa foi intensificada pelo projeto Fifa Forward Enterprise. A proposta previa a entrada de investidores privados nos direitos comerciais de competições, incluindo a Copa do Mundo, com a venda de 20% de participação. A iniciativa foi retirada no fim de julho após resistência da Uefa, Concacaf e Confederação Asiática de Futebol.
A Uefa solicitou a tribunais dos Estados Unidos acesso a documentos confidenciais do projeto para avaliar medidas legais na Suíça. Em resposta, a Fifa afirmou que a entidade europeia promove uma “campanha de difamação” contra Infantino.
O dirigente também enfrenta críticas por intervenções políticas em decisões esportivas e por sua proximidade com Donald Trump durante a Copa do Mundo de 2026. Apesar do isolamento crescente no continente europeu, Infantino mantém apoio de federações sul-americanas e africanas.
Procurada a apuração, a FFF informou inicialmente que o comitê executivo ainda discutia o assunto e não havia confirmado oficialmente a retirada do apoio.


