O Instituto Vida no Oceano promove a adoção simbólica de filhotes de tubarão-limão e tubarão-bico-fino em Fernando de Noronha. Os interessados devem doar R$ 200 para apoiar a pesquisa científica da biodiversidade marítima no arquipélago, como parte do Projeto Tubarões e Raias de Noronha.
Cada doador recebe um certificado com o nome escolhido para o animal, além de informações sobre a espécie, tamanho, peso, sexo e o número do microchip. O processo de adoção é concluído após o envio do comprovante de pagamento via e-mail, WhatsApp ou mensagem direta, embora a equipe do projeto solicite contato prévio para confirmar a disponibilidade das adoções.
Os filhotes são capturados com redes pequenas, conhecidas como puçá, ou por linha de mão. Na praia, pesquisadores realizam a medição, retiram amostras de sangue e tecido, implantam o microchip e devolvem os animais ao mar. Alguns espécimes recebem lacres plásticos vermelhos ou amarelos na nadadeira dorsal para identificação em estudos posteriores.
O monitoramento utiliza drones na Baía do Sueste, câmeras subaquáticas de 360 graus e telemetria acústica, com transmissores implantados ligados a receptores nas ilhas. Os dados coletados auxiliam o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) na definição de áreas de visitação e na criação de materiais de educação ambiental.
As duas espécies estão na Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). O tubarão-limão atinge média de 3,1 metros e 180 quilos, enquanto o tubarão-bico-fino pesa cerca de 30 quilos e mede 1 metro.
Dezenas de tubarões já foram marcados com rastreadores no arquipélago. A bióloga Bianca Rangel, coordenadora do projeto, informou que realizou um estudo específico sobre a fase inicial da vida dos tubarões-limão.


