A Federação Internacional de Futebol (Fifa) afirmou, nesta quinta-feira (3), que a União das Associações Europeias de Futebol (Uefa) conduz uma “campanha de difamação” contra a entidade e seu presidente, Gianni Infantino. A declaração consta em documento judicial sobre a coleta de provas nos Estados Unidos para possíveis ações criminais na Suíça.
A Uefa apresentou um pedido unilateral no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York. A confederação europeia busca autorização para colher depoimentos e documentos que fundamentem queixas contra Infantino e outros dirigentes relacionadas ao projeto da FIFA Forward Enterprise (FFE), empresa que concentraria direitos comerciais das Copas do Mundo.
Em resposta, a Fifa apresentou uma moção de intervenção por meio de suas subsidiárias FIFA (Americas) Inc. e FWC2026 US, Inc. A entidade tenta impedir ou limitar o acesso aos documentos, alegando que a iniciativa da Uefa não possui finalidade jurídica legítima e visa apenas desgastar a imagem da liderança da federação.
Segundo a Fifa, a oposição da Uefa à criação da FFE tem motivações políticas para preservar a predominância do futebol europeu. A proposta de venda de participação nos direitos comerciais foi retirada em 31 de julho após resistência de diversas confederações regionais.
O embate ocorre enquanto Infantino enfrenta pressão para renunciar. A Uefa, a Confederação Asiática de Futebol e a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) pressionam o dirigente, que concorre a um quarto mandato em março de 2027.
A Uefa declarou que trabalhará com parceiras para garantir uma “alternativa crível” e comprometida com reformas caso Infantino dispute a eleição. A confederação exigiu a revisão externa do caso, afirmando que a Fifa não pode investigar a si mesma e esperar que a comunidade do futebol aceite as conclusões.


