Pesquisadores identificaram, nesta terça-feira (1º), um sinal inédito no detector LZ, localizado na Instalação de Pesquisa Subterrânea de Sanford, na Dakota do Sul, Estados Unidos. O movimento de partículas captado não se encaixa nas interações conhecidas do mundo subatômico, o que indica a possível detecção de matéria escura.
O equipamento LZ consiste em um tanque com 7 toneladas de xenônio líquido. A estrutura foi projetada para que partículas entrem no tanque e interajam com os átomos, gerando flashes de luz que fornecem dados sobre a composição do universo.
A matéria escura funciona como uma espécie de cola cósmica, sendo responsável por organizar galáxias e objetos em larga escala. Diferente da matéria comum, ela não absorve, reflete ou emite luz, o que torna a identificação direta complexa.
Cientistas estimam que a matéria comum representa apenas 5% do universo. A matéria escura constituiria cerca de 27%, enquanto o restante é classificado como energia escura.
Apesar de invisível, essa estrutura possui massa e ocupa espaço. Por meio da gravidade, a matéria escura interage com a matéria comum, permitindo que os estudiosos observem sua influência no cosmos.
A confirmação da existência e a análise de onde ela está distribuída devem ajudar a responder questões sobre a organização do universo e as transformações ocorridas ao longo de sua história.


