O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou em redes sociais que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), articularam uma ação ilegal com o ministro Flávio Dino para desgastar sua candidatura eleitoral.
Segundo a publicação, Moraes e Alcolumbre teriam conversado longamente na quarta-feira (2), em Brasília. O parlamentar alegou que a medida seria uma resposta à atuação do ministro André Mendonça. Flávio Bolsonaro não apresentou documentos, registros ou evidências que comprovem a reunião ou a natureza da suposta articulação, nem identificou qual seria a medida planejada.
A declaração ocorre durante a crise no STF motivada pelo caso Master. O relator André Mendonça enviou à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Supremo um relatório da Polícia Federal (PF) com mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O material indica que o banqueiro buscava orientações do ministro antes de sua prisão. O relatório também cita o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Em resposta, Moraes encaminhou ao presidente do STF, Edson Fachin, relatórios de inteligência da PF. O ministro afirma que os documentos apontam indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na conduta de Mendonça. Flávio Bolsonaro associou essa movimentação judicial a uma manobra política contra sua candidatura, afirmando que, se confirmada, a situação provaria que o Brasil é uma várzea.
O candidato do PL também convocou seguidores para a manifestação de 7 de setembro na Avenida Paulista. A relação próxima entre Moraes e Alcolumbre, que inclui a interlocução do ministro na reaproximação do senador com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem sido alvo de críticas de Flávio Bolsonaro.
Na quinta-feira (3), Davi Alcolumbre respondeu a cobranças do senador por reações do Senado contra Moraes. Durante sessão no plenário, o presidente da Casa mencionou que houve um pedido de R$ 130 milhões a Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, questionando por que apenas o ministro do Supremo é apontado como culpado.


