O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira (10), em Roraima, que a operação da Polícia Federal (PF) sobre a cinebiografia de Jair Bolsonaro é uma tentativa de interferência política nas eleições. A ação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), investiga desvios de emendas parlamentares para a produção.
A PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no Distrito Federal. Entre os alvos estão o deputado Mario Frias (PL-SP), que destinou R$ 2 milhões em emendas a uma entidade ligada ao filme, e a empresária Karina Gama, da produtora Go Up. Flávio Bolsonaro não é alvo desta operação específica.
O senador negou o uso de dinheiro público na obra e disse que a investigação é fundamentada em interesses políticos. Em vídeo nas redes sociais, ele associou a ação ao desempenho de sua candidatura em pesquisas eleitorais e afirmou que o presidente Lula e seu governo entraram no modo sobrevivência.
Embora não seja alvo da operação de Dino, o candidato é citado em outra investigação sobre o financiamento do longa, relatada pelo ministro André Mendonça. Mensagens apuradas indicam que Flávio teria pedido R$ 130 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro, dos quais R$ 61 milhões teriam sido pagos.
Durante agenda em Roraima, Flávio criticou a falta de autocontenção no STF e direcionou ataques ao ministro Alexandre de Moraes. O senador também cobrou do ministro Edson Fachin a realização de sessão pública para discutir divergências internas na Corte.
No estado, o presidenciável dividiu o palanque com os candidatos do PL ao Senado, Nicoletti e Hélio Lopes. A relação entre os parlamentares é marcada por disputa de recursos: Nicoletti recebeu R$ 3,1 milhões da legenda, enquanto Hélio recebeu R$ 500 mil, diferença que chegou à Procuradoria-Geral Eleitoral.


