O Fluminense enfrenta instabilidade financeira com atrasos no pagamento de direitos de imagem dos jogadores e compromissos pendentes com credores, incluindo o Botafogo. Para sanar a crise, a diretoria negocia a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e aposta em premiações da Copa Libertadores para compensar os gastos da temporada.
O depósito dos direitos de imagem, habitualmente realizado no dia 28, não ocorreu e o elenco foi informado de que não há previsão para a regularização. O cenário inclui dívidas com outros clubes, como o Botafogo, que ainda aguarda o recebimento integral de parcelas referentes à contratação de Savarino, ocorrida em janeiro.
O presidente Mattheus Montenegro afirmou que a gestão tenta melhorar a proposta de SAF já recebida. O objetivo é ampliar o aporte inicial de R$ 500 milhões e renegociar cláusulas do contrato antes de levar a versão final ao Conselho.
Na última semana, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aplicou uma advertência de grau mínimo ao clube por atrasos em parcelas de dívidas com empregados, autoridades públicas e outras agremiações. A CBF considerou como atenuante o fato de a gestão ter admitido os atrasos na Declaração de Solvência.
O déficit direto estimado para o fechamento do mercado é de cerca de R$ 79 milhões. O Fluminense investiu R$ 151 milhões em contratações em 2026, trazendo nomes como Rodrigo Castillo, Savarino, Guilherme Arana, Jemmes e Julián Millán. No meio do ano, chegaram Thiago Silva e Hulk, com acordos de salários e luvas.
Para tentar aliviar o caixa, o clube vendeu o jogador Facundo Bernal ao Real Betis por R$ 62 milhões, valor que não foi suficiente para equilibrar as contas diante do volume de investimentos em reforços.


