As equipes de Fórmula 1 chegam à Espanha para a estreia do Grande Prêmio de Madri, que ocorre neste final de semana no circuito Madring. A prova substitui Barcelona como sede da etapa espanhola em um traçado híbrido, construído nos arredores do centro de exposições IFEMA, onde a prioridade será a adaptação técnica ao asfalto.
A maioria das escuderias optou por não introduzir grandes pacotes de atualizações aerodinâmicas. O foco dos engenheiros está em compreender o comportamento dos carros e minimizar os efeitos da curva inclinada La Monumental, que exige a suspensão dos veículos e o limite físico dos pilotos. O circuito conta com um túnel similar ao de Mônaco e retas onde a velocidade chega a 340 km/h.
Testes anteriores com a Fórmula 3 registraram 19 bandeiras vermelhas em dois dias por causa de acidentes. Com exceção da Ferrari, que realizou filmagens promocionais, as equipes baseiam a preparação em simulações virtuais. A Aston Martin é a exceção à cautela e levará uma revisão completa da caixa de câmbio do AMR26 para dar mais previsibilidade ao espanhol Fernando Alonso.
A Mercedes chega à etapa após dobradinha na Itália, com o líder do campeonato, Andrea Kimi Antonelli, mantendo vantagem sobre George Russell. Rivais indicam que Charles Leclerc e Lewis Hamilton podem ter vantagem inicial por terem percorrido 200 km no traçado durante gravações em julho. A prova conta com apoio do clube Real Madrid.
Para o público brasileiro, os treinos livres de sexta-feira ocorrem às 8h30 e às 12h, no horário de Brasília. No sábado, o terceiro treino livre começa às 7h30 e a classificação acontece às 11h. A corrida, com 57 voltas, está programada para domingo, com largada às 10h.


