O fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou em depoimento ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que sua mãe e sua irmã receberam ameaças de morte por e-mail e telefone. O empresário, que está preso preventivamente na Papudinha, relatou também que ele próprio seria alvo de execuções.
A oitiva ocorreu no dia 27 de agosto e foi conduzida por João Azambuja, juiz auxiliar do gabinete de Mendonça. O ato contou com a presença dos advogados de Vorcaro, Daniel Bialski e Engels Muniz, além de um representante do Ministério Público Federal (MPF). Durante o interrogatório, Vorcaro detalhou que os contatos eram anônimos e que as mensagens diziam que coisas aconteceriam com ele.
O empresário alegou que as intimidações partiram de investigadores da Polícia Federal (PF). Em nota, o gabinete do ministro André Mendonça confirmou que a oitiva foi realizada a pedido da defesa e que os relatos sobre as intimidações foram ouvidos, ressaltando que a corporação não participou do depoimento.
Nesta quinta-feira (3), a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favorável ao arquivamento da petição aberta com base nesses relatos. O órgão considerou que o fundador do Banco Master não apresentou fatos concretos que justifiquem a abertura de apuração sobre possíveis ameaças cometidas pela Polícia Federal.
O parecer da PGR sustenta que não existe fato juridicamente relevante capaz de impulsionar providências investigativas no momento. Questionada, a defesa de Vorcaro declarou que não pretende se manifestar sobre os fatos relatados.


