O Museu do Estado de Pernambuco (MEPE), no Recife, recebe a partir desta quarta-feira (9) a exposição “Imersão e Origem – 20 anos ATO I”. A mostra percorre duas décadas da produção do artista visual Gabriel Wickbold, reunindo cerca de 60 imagens e uma instalação em tecido até o dia 27 de outubro.
A curadoria apresenta séries como “Brasileiros”, ponto de partida da pesquisa autoral do artista, e “Sexual Colors”, que utiliza tinta e fotografia. O público poderá conferir ainda a série “Naïve”, focada nas tensões entre seres humanos e natureza, e a “Maze”, que trabalha a desconstrução da identidade por meio da sobreposição de rostos e memórias.
A exposição inclui o trabalho inédito “Maze ID”, que expande a investigação de Wickbold para o campo da biometria e da inteligência artificial. A obra questiona os limites entre reconhecimento e autoria em um cenário onde rostos são transformados em dados e manipulados por algoritmos.
O artista afirmou que a mostra representa 20 anos de uma jornada de busca pela identidade. Segundo Wickbold, embora as técnicas e imagens tenham mudado, a pergunta central sobre como as pessoas mudam sem deixar de ser quem são continua atravessando todo o seu trabalho.
A montagem no MEPE propõe uma circulação imersiva entre projeções e tecidos, evitando uma sequência cronológica rígida. O objetivo é criar um diálogo entre a produção inicial do artista e as reflexões atuais sobre a hiperexposição da imagem na sociedade contemporânea.


