O presidente de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page, classificou a crise em Ceuta como um dos grandes desastres de gestão nesta quinta-feira (10). Em entrevista à imprensa, o político exigiu que o governo mude a forma de enfrentar a situação para evitar que o episódio se torne a segunda grande mentira da democracia espanhola.
García-Page comparou a atual gestão da crise ao processo de apuração da autoria dos atentados de 11 de março (11-M). Ele referiu-se à tese defendida pelo Partido Popular (PP), que apontava a organização ETA como responsável pelos ataques.
O socialista afirmou que o governo precisa “espabilar” para reverter o quadro atual. Segundo ele, a falta de eficiência na condução do problema em Ceuta pode gerar consequências políticas graves para a administração central.
O presidente alertou que o cenário pode se transformar em um “chollazo enorme” para a extrema direita. A afirmação ocorreu durante entrevista concedida à rádio Onda Cero.
Para o político, a mudança na abordagem do governo é a única maneira de impedir que a crise seja explorada por adversários políticos e se consolide como um fracasso administrativo.


