O deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atuam em conjunto para destruir o bolsonarismo e as vozes de oposição, segundo entrevista concedida ao portal Poder360.
Gaspar declarou que as atitudes de Moraes e Lula não podem ser dissociadas, afirmando que ambos se protegem e se completam. O parlamentar relacionou a proximidade entre o ministro e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, a uma situação de gravidade extrema que descredibiliza o Judiciário, após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de investigações sobre a instituição financeira na última terça-feira (1º).
Sobre a possibilidade de impeachment de Alexandre de Moraes, o deputado classificou a discussão como inevitável. No entanto, Gaspar disse não acreditar que o Senado avance sobre o tema enquanto Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) presidir a Casa, prevendo que a questão será debatida apenas pela próxima legislatura.
O candidato a vice também acusou o presidente Lula de utilizar emendas, totalizando quase R$ 1 bilhão, e de pressionar parlamentares para blindar o filho, Fábio Luís Lula da Silva, em investigações da CPMI do INSS. Para Gaspar, o presidente é parte do esquema criminoso apurado, citando o ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, como evidência.
A crítica se estendeu ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. O deputado afirmou que o PGR deveria ter se declarado suspeito no caso envolvendo Vorcaro para preservar a dignidade do Ministério Público Federal, evitando a desconfiança pública sobre o pedido de anulação de relatório.
Gaspar finalizou mencionando que acusações de estupro feitas contra ele por Lindbergh Faria (PT-RJ) e Soraya Thronicke (PSB-MS) durante a CPMI foram a maior notícia falsa da história do Congresso, cobrando a punição dos dois parlamentares.


