A Geração Z tem adotado o conceito de “pet parenting”, prática em que tutores de cães e gatos incorporam os animais à estrutura familiar com cuidados e vínculos afetivos antes associados exclusivamente à criação de crianças, transformando a rotina doméstica e a relação com os bichos de estimação.
O comportamento se manifesta no uso de voz infantil para falar com os animais, no hábito de dividir a cama e na celebração de aniversários. A organização de festas para marcar a chegada do companheiro ao lar também é comum entre os adeptos dessa tendência.
Para parte dos jovens, a dedicação envolve atenção constante ao bem-estar, cuidados de saúde e gastos financeiros. A experiência de cuidar do animal se aproxima da de criar um filho, porém sem a necessidade de assumir os mesmos custos e compromissos da parentalidade humana.
Em certas situações, o animal de estimação ocupa o espaço que seria destinado a crianças na família. Os bichos passam a ter horários definidos, personalidades reconhecidas e participam de atividades que antes eram reservadas apenas aos integrantes humanos da casa.
A prática não estabelece que ter um animal seja uma experiência equivalente a criar uma criança. O conceito está ligado à intensidade do vínculo afetivo e à forma como os animais foram integrados à vida doméstica, e não a uma substituição direta da função de pai ou mãe.


