A Prefeitura de Goiânia prepara um decreto para responsabilizar moradores, associações e profissionais que contestarem laudos técnicos municipais que recomendem a retirada de árvores doentes ou com risco de queda. A medida prevê que quem impedir a remoção responda por eventuais danos materiais ou pessoais causados pelo exemplar, segundo o prefeito Sandro Mabel.
A proposta visa estabelecer procedimentos para casos em que a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) recomende a retirada de uma árvore, mas entidades ou moradores apresentem parecer técnico contrário. Mabel afirmou, em entrevista coletiva nesta terça-feira (1º), que árvores doentes acabarão caindo e que a responsabilidade deve ser definida previamente.
O prefeito citou o exemplo de uma gameleira cuja remoção foi contestada por uma associação de bairros. Segundo Mabel, nesses casos, a associação e o profissional que assinou o laudo divergente deverão assinar um termo de responsabilidade. O gestor mencionou um episódio em que uma gameleira caiu sobre um veículo para justificar a necessidade da regulamentação.
O delegado Luziano Carvalho, da Delegacia Estadual de Meio Ambiente, defendeu a necessidade de critérios técnicos, alertando que problemas estruturais, como cortes de raízes em calçadas ou podas inadequadas, podem não ser visíveis externamente. Para o delegado, divergências entre pareceres devem ser esclarecidas antes de decisões definitivas para reduzir conflitos.
Paralelamente, a Polícia Civil investiga a suspeita de envenenamento de cinco figueiras no Jardim América. A apuração busca verificar se as árvores foram danificadas intencionalmente para forçar a retirada dos exemplares. O delegado Carvalho afirmou que o caso reforça a necessidade de fiscalização e planejamento da arborização urbana.
Mabel informou que a administração municipal prepara outras providências relacionadas a eventos climáticos e riscos de queda de árvores, que serão anunciadas nos próximos dias. O decreto com as novas regras de responsabilidade ainda não foi publicado.


