O Governo da Espanha publicou, no dia 12 de agosto, a prorrogação da vida útil da central nuclear de Almaraz. A decisão, divulgada no Boletim Oficial do Estado (BOE), ocorre após anos em que o Executivo defendeu o fechamento de usinas nucleares como uma de suas principais bandeiras políticas.
A justificativa oficial para a mudança de posicionamento baseia-se no contexto mundial. Segundo o governo, a volatilidade das fontes renováveis e a necessidade de garantir a estabilidade de preços levaram à revisão da estratégia energética.
O caso de Almaraz acompanha uma tendência global de recuperação do interesse pela energia nuclear. Países asiáticos, especificamente, voltaram a investir em projetos atômicos que estavam em declínio desde o início da década de 1990.
A busca por maior soberania estratégica é apontada como um dos motores desse movimento. A decisão de ampliar ou manter esse recurso varia conforme a disponibilidade de outras fontes de energia em cada território e a existência de metas de descarbonização.
Especialistas explicam que a realidade de cada país influencia a escolha tecnológica. Alguns territórios possuem parques nucleares extensos, enquanto outros lidam com excesso de recursos fósseis ou dependência energética externa.


