Autoridades da Nigéria e a petrolífera Indorama contestaram, neste sábado (5), a denúncia de que 37 pessoas morreram após inalar gases durante a tentativa de roubo de combustível de um oleoduto no sul do país. O número foi divulgado na quinta-feira pelo Centro para a Defesa da Juventude e do Meio Ambiente (YEAC-Nigeria).
O Nigeria Security and Civil Defence Corps (NSCDC), órgão responsável pela proteção das tubulações, informou que encontrou apenas quatro corpos no local. Em comunicado, a instituição disse que as investigações continuam e que os números iniciais que circularam após o incidente não foram verificados e podem ter sido exagerados.
Fidelis Omunakwe Akandu, coordenador de vigilância da Indorama, negou a ocorrência do roubo mencionado pela organização ambientalista. Ele classificou as alegações da YEAC-Nigeria como “mentiras descaradas”.
A ONG manteve a versão original. Fyneface Dumnamene, diretor-executivo da entidade, afirmou possuir fotografias e vídeos que comprovam o incidente e declarou que a empresa mentiu ao negar a ocorrência e as vítimas.
O caso ocorreu na região do Delta do Níger, área produtora de petróleo. A perfuração clandestina de oleodutos é recorrente na região, onde contrabandistas retiram o produto para refino ilegal e venda como combustível.
A prática causa perdas econômicas para a Nigéria, um dos maiores produtores de petróleo da África, além de provocar incêndios, vazamentos e contaminação ambiental.


