O Governo de São Paulo negou a existência de irregularidades ou favorecimento no credenciamento da PKL One Participações, operadora do cartão Credcesta, para crédito consignado no Estado. A declaração ocorre após Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, alegar em proposta de delação premiada que doações a campanhas eleitorais em 2022 teriam garantido a continuidade do negócio.
Segundo a proposta de delação, que foi rejeitada pelas autoridades por falta de ineditismo, repasses de R$ 5 milhões teriam sido feitos às campanhas do governador Tarcísio de Freitas e do ex-presidente Jair Bolsonaro. O texto indica que os valores seriam contrapartidas de um ajuste com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para manter a operação da PKL em São Paulo.
O governo estadual informou que a PKL foi credenciada em 27 de maio de 2022, durante a gestão anterior. A administração afirmou que o processo é regulamentado por critérios objetivos e não envolve repasse de recursos públicos nem escolha discricionária do gestor, já que o contrato de consignado é firmado entre o servidor e a instituição.
Tarcísio de Freitas e Kassab negaram as acusações e declararam não ter participado de negociações com Vorcaro. O governo também refutou qualquer ligação entre a empresa e o Decreto nº 69.126 de 2024, que ampliou a lista de instituições habilitadas a operar crédito consignado no Estado.
Dados da gestão indicam que a PKL detinha 3,4% do mercado de consignados paulista, enquanto o Banco do Brasil concentra mais de 50%. A celebração de novos contratos com a instituição foi suspensa em 19 de fevereiro de 2026, após a empresa ser liquidada pelo Banco Central. Contratos vigentes foram mantidos por orientação da Procuradoria Geral do Estado (PGE).


