Governos regionais da Espanha abriram mão de arrecadar mais de 8,3 bilhões de euros em Imposto sobre a Renda de Pessoas Físicas (IRPF) entre 2015 e 2024. A perda de receita é resultado de reduções fiscais aprovadas no trecho autônomico do imposto, utilizando a prerrogativa de autonomia fiscal de cada território.
Os dados compreendem o período de dez anos, sendo 2024 o último exercício com informações disponíveis. A medida reflete a aplicação da autonomia fiscal concedida às comunidades autônomas do país para ajustar a carga tributária local.
Madrid foi a região que mais utilizou essa competência para reduzir a arrecadação. A localidade possui atividade econômica pujante e adotou a política de impostos baixos como uma de suas marcas distintivas.
No sentido oposto, a Catalunha apresentou a tendência contrária ao longo do mesmo intervalo de tempo, atuando prevalentemente para manter ou elevar a arrecadação, diferindo da estratégia adotada pela capital espanhola.


